ADELI SELL
#2025anodaleitura
Foi uma proposição, aceita por vários, mas ficou na proposição e nas centenas de vezes que repeti a hashtag.
Se cansei? Não, não me canso de repetir que é preciso ler como respirar para viver, ainda mais viver com dignidade, para saber diferenciar “alhos de bugalhos”.
Neste 11 de setembro me veio a ideia de dever: escrever! E saiu um texto: “Para não dizer que não falei do 11 de setembro”. Depois, vi que amigos leitores de primeira estavam de aniversário. Cumprimentei um a um.
E fui positivamente impactado por um texto no SLer da amiga e escritora Andréia Schefer.
Ela em boa hora nos fala da soberania, da importância do respeito às culturas dos povos originários, como de entender o conceito de soberania.
E mostra a colonização presente nas livrarias com a exposição e venda de best sellers americanos, não os clássicos como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Elisabeth Bishop, entre tantos. Não, estas coisinhas, como ela diz, badaladas em redes não tão sociais assim.
“Ler deveria ser um dever”: desde sempre a criança deveria ser instigada a ouvir uma historieta lida em casa ou no “jardim de infância”. O português deveria ser ensinado com frases, lidas, escritas, reescritas. A literatura deveria estar presente no ensino fundamental e médio.
As pessoas deveriam saber que o melhor remédio para a cabeça, para a saúde, para o raciocínio, para combater a demência, o Alzheimer é a leitura.
Adeli Sell é professor, escritor e bacharel em Direito.
