Essa tese, com redução ou eliminação da isenção fiscal, ganha-se força para sacrificar, ainda mais, os assalariados
Governo dá isenção fiscal para compensar queda da taxa de lucro dos capitalistas devido ao baixo poder aquisitivo dos salarios.
Se reduz a isenção, aprofunda queda da taxa de lucro.
Como barrar a queda dos lucros, então, se a isenção fiscal vai cair?
Claro, diminuindo o custo empresarial com salários.
Haverá maior arrocho salarial como preço a pagar pela redução da isenção fiscal.
Assim, dá para atender porque os economistas neoliberais, como Armínio Fraga, defendem congelamento do salário mínimo por seis anos.
Essa tese, com redução ou eliminação da isenção fiscal, ganha-se força para sacrificar, ainda mais, os assalariados.
É a maneira de transferir renda do trabalho para o capital, fazendo ajuste fiscal, de modo a pagar juros e amortizações da dívida publica.
Eis a prioridade da poltica econômica neoliberal: servir a banca à custa dos trabalhadores.
(*) Por César Fonseca, jornalista, atua no programa Tecendo o Amanhã, da TV Comunitária do Rio, é conselheiro da TVCOMDF e edita o site Independência Sul Americana.
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