Os crimes atingem todas as emissoras públicas do país: TV Senado, TV Câmara, TV Justiça e TVs comunitárias, universitárias e legislativas. Elas estão sendo sonegadas aos assinantes de TV a cabo pela ClaroNET e sendo eliminadas do facebook e do youtube.
A denúncia abaixo foi enviada para o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, e para o secretário de Política Digital da Secom, João Brant.
O documento foi enviado também para o deputado federal Arlindo Chinaglia. Em debate com o jornalista e presidente da TV Comunitária de Brasília, Paulo Miranda, na TV Votorantim cidade de São Paulo, ele prometeu ajudar os canais comunitários e as demais emissoras públicas que estão sendo prejudicadas com as medidas adotadas pela criminosa Claro/NET.
Assim que houver algum retorno, informaremos aqui neste blog e pelas redes sociais da TV Comunitária de Brasília
Íntegra da denúncia:
“A TV Comunitária de Brasília, representada pela Associação das Entidades Usuárias de Canal Comunitário no Distrito Federal, inscrita no CNPJ nº 03.006.470/0001-50, e situada no Setor Gráfico Quadra 3, Ed. Bernardo Monteverde II, sobreloja, CEP 70610-430, Brasília-DF, solicita a esta Secretaria ações junto à Claro/NET, YouTube e Facebook, pelos motivos a seguir:
1. A Claro/NET em suas áreas de prestação de serviço de tv a cabo está com a prática ilegal da comercialização do SVA da BOX TV da Claro, somente para clientes da base de assinantes, sem carregar os canais básicos obrigatórios: TVs Comunitárias, TVs Legislativas, TV Senado, TV Câmara, TV Justiça, TV Brasil e Canal GOV. Este crime da Claro leva algumas emissoras públicas a encerrar suas atividades, já que os assinantes não encontram mais os seus canais na TV por assinatura (SVA).
2. A TV Comunitária de Brasília foi banida do Youtube no dia 20 de novembro. Enviamos recursos de acordo com as dicas apontadas pela plataforma. Porém, a resposta final do YouTube diz o “Seu canal não será restabelecido no YouTube”. E mais: “Analisamos seu canal cuidadosamente e confirmamos que ele viola nossa política de CONTEÚDO NOCIVO E PERIGOSO. Sabemos que esta notícia é frustrante, mas nosso objetivo é proteger a comunidade do YouTube”.
3. De forma autoritária, o Facebookmudou sua política de armazenamento de vídeos do Facebook Live. E comunicou no dia 19 de março, que os vídeos lives de 19 de fevereiro em diante seriam mantidos por 30 dias por padrão na Página ou perfil do Facebook. E que após 30 dias, a TV não mais acessaria seus vídeos ao vivo, por serem automaticamente removidos da sua Página e excluídos dos nossos servidores. Isto já está ocorrendo. E deu prazo final até 4 de junho para que a TV Comunitária salve todo o seu acervo no Facebook, o que é impossível tendo em vista que a TV vai completar 28 anos de existência e a plataforma permite somente salvar um por um dos programas, o que levará meses de serviços intensos.
A TV pesquisou e descobriu que esse “apagão” da memória vai atingir a Tv Comunitária, as rádios comunitárias, a centrais sindicais, os sindicatos, os partidos políticos, as organizações sociais e artísticas, bem como os artistas brasileiros.
Por estes motivos, a TV Comunitária de Brasília PEDE SOCORRO ao Governo Lula para garantir o direito à comunicação na Claro/NET e o resgate e a proteção de seu acervo digital à disposição da sociedade, cujos registros contém todas as lutas travadas, nos últimos anos, pela classe trabalhadora do país, no facebook e no youtube.”
