A travessia entre Candeias do Jamari e Porto Velho virou sinônimo de paciência, gambiarra técnica e esperança de que tudo fique de pé até o fim da obra. Foto: Denit
A ponte mais velha, com quase 60 anos, já era — interditada desde janeiro. A mais nova, de 2009, está operando no modo “reza e siga”, com uma trinca no meio da pista e controle de tráfego na base do sinal e da paciência.
O que tá rolando ali?
A obra emergencial começou na última semana e está sendo tocada com tecnologia extradossada — um nome chique que mistura ponte estaiada com laje protendida e, na prática, significa reforço com cabos de aço por fora da estrutura pra segurar o tranco. Até agora, três novas paredes de reforço foram erguidas, com mais cinco prometidas pra vir aí nas próximas duas semanas.
Enquanto isso, cerca de 30 operários estão suando na parte interna da ponte, tentando dar firmeza a uma estrutura que já vinha pedindo socorro há tempos.
Segundo o superintendente do DNIT, André Lima, a instalação de cabos vai ajudar a ponte “a voltar pra posição original”. Tradução: vão puxar no cabo pra tentar desentortar o que já não devia ter entortado.
Ponte velha fora de jogo, ponte nova no fio da navalha
- A ponte antiga, no km 694 da BR-364, foi interditada após aparecerem fissuras.
- O tráfego foi desviado pra ponte mais nova, que agora opera em mão dupla e sistema pare-e-siga.
- A previsão do DNIT é liberar essa travessia em até 60 dias e concluir toda a recuperação em até um ano — isso, claro, se nenhuma outra surpresa brotar do concreto.
Enquanto a engenharia tenta salvar o que dá, motoristas enfrentam esperas de até 30 minutos para atravessar e a ponte vive sob ameaça de interdição temporária — inclusive à noite — a depender da sensibilidade de cada etapa da obra. Caminhões pesados também podem ser barrados, conforme o ritmo dos consertos.
Resumo direto, sem firula:
- Ponte velha: morreu, RIP desde janeiro.
- Ponte nova: trincada, mas tentando aguentar firme com apoio de cabos de aço.
- Obra em andamento com tecnologia “extradossada” — nome bonito pra conserto estruturado na base do cabo de aço.
- Promessa: liberação parcial em 60 dias, conclusão total em 1 ano.
- Enquanto isso, o povo espera, reza e engata primeira pra não perder o sinal verde.
