Menos imposto no combustível, mais aviões no céu de Roraima? Essa é a aposta do governador Antonio Denarium (PP), que assinou um decreto reduzindo o ICMS sobre o querosene de aviação de 7% pra 5%. A medida entra em vigor a partir de 1º de julho de 2025 e pretende, com sorte, aumentar a frequência de voos e abaixar o preço das passagens que hoje custam quase o valor de uma viagem internacional — sem direito a vinho e cobertorzinho.
O que foi prometido:
- 5% de ICMS pra empresas com pelo menos 7 voos semanais pra Boa Vista;
- 4% pra quem tiver 11 voos por semana;
- E um agrado especial: 3% de imposto pra quem ousar operar voos internacionais, mesmo que só uma vez por mês (alô, Georgetown!).
A lógica é simples: dar um afago fiscal nas aéreas pra ver se elas se animam a colocar mais aviões pousando em Boa Vista. Mas a gente sabe como funciona: nem sempre quando cai imposto, cai passagem. Às vezes, só aumenta o lucro da companhia.
Reunião de bastidores
A medida foi combinada numa mesa redonda com representantes da Azul Linhas Aéreas, da Vinci Airports (que administra o Aeroporto de Boa Vista), e com o time técnico do governo — incluindo os secretários de Fazenda, Turismo e Atração de Investimentos.
Tradução: rolou café, promessas e esperanças de que uma política fiscal generosa possa transformar o aeroporto numa rodoviária aérea de gente entrando e saindo — e não num terminal solitário onde o avião passa e ninguém nem acredita.
ICMS: o vilão (ou herói?) da história
Pra quem não lembra: o ICMS é um imposto estadual cobrado sobre praticamente tudo que circula — produtos, serviços, energia elétrica, e no caso aqui, combustível de avião. É uma das principais fontes de grana dos estados. Então, quando um governo abre mão de arrecadação, é porque espera receber de outro jeito: mais voos, mais turistas, mais consumo e, quem sabe, mais impostos em outras pontas da cadeia.
Mas ó… tudo isso é aposta. Se as empresas toparem o jogo, beleza. Se não, a gente só perde imposto sem ganhar voo.
Resumo afiado:
- ICMS do querosene cai de 7% pra 5% em Roraima.
- Pode cair mais ainda se a empresa abrir o coração (e os voos).
- Governo aposta que as companhias vão aumentar frequência e até criar rota internacional.
- Passagens mais baratas? Ainda é ficção.
- Lucro das aéreas? Esse é sempre garantido.
