Os bombardeios realizados pelos Estados Unidos da Améria (EUA) e Israel contra instituições de ensino no Irã têm gerado forte reação de entidades acadêmicas e organizações internacionais. Desde o início da ofensiva, em 28 de fevereiro de 2026, universidades e escolas passaram a ser alvos recorrentes, com centenas de centros educacionais atingidos e centenas de estudantes e professores mortos ou feridos . O cenário é apontado como um ataque direto ao conhecimento, à cultura e ao futuro do país. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) divulga nota-circular de repúdio com a denúncia do escolasticídio.
Foto de destaque
A imagem de destaque é da escola escola primária feminina Shajareh Tayyebeh (Árvore Virtuosa, em português), em Minab, no sul do país, próximo ao estreito de Ormuz, distante 1.000 km da capital, em que morreram 168 meninas, a maioria entre 7 e 12 anos, além de profissionais da educação. O ataque foi tão brutal que deixou mais mortos do que feridos. Ao todo 180 mortos. A cidade possui 75 mil habitantes. Imagem: RS, via Fotos Públicas
Confira a nota do Andes-SN
Repúdio aos bombardeios dos EUA e de Israel às Universidades e Escolas do Irã
O ataque militar unilateral lançado pelos EUA e por Israel contra o Irã em 28/02/2026 tem escalado a cada dia e cada vez mais alvejado sua população civil e instituições sociais. Várias universidades e centros de estudos do Irã têm sido deliberadamente bombardeadas.
Entre as instituições criminosamente atingidas pelos mísseis dos EUA-Israel, destacam-se a Universidade Imam, Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã e Universidade de Tecnologia de Isfahan. Logo no primeiro dia desta guerra, aliás, a Escola Feminina Shajareh Tayyebeh (Minab) foi devastada com os brutalmente destrutivos mísseis norte-americanos Tomahawk, tendo mais de 150 de suas jovens estudantes assassinadas. Tais atos de destruição seguem, pois, o mesmo padrão daqueles ocorridos, recentemente em Gaza, quando as Forças Armadas de Israel destruíram as 12 universidades ali existentes – e seguem agora fazendo no Líbano.
Repudiamos com veemência tais ataques e interpelamos toda a comunidade acadêmica brasileira a denunciar o escolasticídio que EUA e Israel têm desenvolvido contra o Irã. Por meio da destruição de escolas, universidades, bibliotecas e centros de pesquisas pretendem apagar a memória, a cultura, a soberania científica e tecnológica e o futuro do povo e da nação iranianas. A barbárie cultural em curso contra o Irã – nação dotada de uma rica e milenar cultura – é, definitivamente, um crime contra a humanidade.
Pelo fim imediato dos bombardeios contra o Irã!
Toda solidariedade aos docentes, pesquisadores, acadêmicos e estudantes iranianos!
