Contratos foram feitos com Adair Antônio de Freitas Meira, apontado como fundador de ONG em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital, o PCC
Em contrato de R$ 237,6 milhões firmado pela gestão Romeu Zema com a Renapsi (Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração) foi suspenso pelo governo de Minas Gerais após a prisão de Adair Antônio de Freitas Meira, apontado como fundador da entidade, em uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
O acordo foi assinado pelo candidato a presidente Romeu Zema, quando ele ainda era governador do estado, em 17 de março de 2026. Ele previa a execução do Programa Evolução Jovem, voltado à socioaprendizagem e à inclusão produtiva de estudantes da rede pública estadual.
Vejam para quem Zema estava entregando a formação dos estudantes do seu estado, para gente que é acusada de ligação com o PCC. E ainda pagando R$ 237 milhões para isso.
A suspensão foi noticiada após a repercussão da Operação Contaminatio, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação mira o uso de empresas e entidades ligadas a Meira para movimentar recursos ilícitos associados a operadores financeiros da facção criminosa.
A defesa do empresário nega qualquer irregularidade ou ligação com o PCC. Mas as investigações caminham em outra direção.
Além do contrato com o governo de Minas, Adair Meira também tinha um contrato com o governo de Goiás, de Ronaldo Caiado, também candidato a presidente, firmado com a Fundação Pró-Cerrado, de R$ 141 milhões.
Um dos eixos da apuração que envolve Meira é que ele usaria a fintech 4TBank como instrumento para movimentações financeiras de interesse da facção criminosa.
No caso goiano, a própria Fundação Pró-Cerrado exibe Meira em seu site institucional como diretor-secretário-geral. Já a Renapsi afirma que não é alvo da investigação e que Adair Meira não ocupa cargos de gestão nem mantém vínculo administrativo com a organização.
A Operação Contaminatio ainda está em andamento e este espaço está aberto para as pessoas citadas. Agora, imaginem se isso fosse no governo Lula….
