Conselho Nacional das Populações Extrativistas(CNS) reuniu instituições e lideranças da Reserva Chico Mendes para apresentar o projeto de resistência à grilagem que ocorre diariamente na Amazônia estimulada pelo governo federal
O Conselho Nacional das Populações Extrativistas – CNS (cumprindo protocolo sanitário para evitar contaminação pelo covid-19), reuniu nessa segunda-feira(12), no município de Brasileia-Ac, instituições parceiras e lideranças da Reserva Chico Mendes para a apresentação do Projeto “Resistência da Floresta” que visa fortalecer a incidência política do CNS na Amazônia brasileira e apoiar as lutas na defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais que enfrentam as ameaças governamentais no Brasil, Peru e Bolívia.

A reunião contou com a presença de representantes do Comitê Chico Mendes, WWF – Brasil, SOS –Amazônia, ICMBio, AMOPREX, STTR –Xapuri, AMOPREAB, STTR de Assis Brasil, STTR de Brasiléia e AMOPREB; parceiros com os quais o CNS tem buscado uma maior aproximação para conseguir implantar as ações no território.
Principais Ameaças da Resex Chico Mendes

O atual cenário na região do Alto Acre (Assis Brasil, Brasileia e Xapuri) é de venda ilegal de colocações (local de moradia, trabalho e produção do seringueiro) para pessoas vindas de outros lugares do País; loteamento das colocações, desmatamento ilegal; extração ilegal de madeira; invasão do território sem controle das instituições fiscalizadoras (Associação de Moradores e ICMBio) e a chegada das facções criminosas que vêm na larga área de fronteira seca, um campo fértil para se movimentar e fazer tráfico de drogas, armas e outros ilícitos. Tudo isso está causando impactos irreversíveis.
“Este encontro do CNS com os parceiros locais é importante para que possamos, unidos e fortalecidos, fazer a defesa da Reserva extrativista e do projeto de sustentabilidade que desde sempre temos pensado para a região.”
As percepções de quem vive na Floresta

Para Maciel, que também é poeta e repentista, o governo deveria era promover a valorização dos produtos da floresta tais como a borracha e a castanha e oferecer saúde, educação e melhorar os ramais (estradas), para que as pessoas que vivem na floresta pudessem ter uma vida melhor. “E não tentar diminuir a Reserva Extrativista”.

