R$ 1,13 bilhão do total de R$ 2,15 bilhões em dívidas foi acumulado entre 2019 e 2022
Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), a dívida das igrejas com a União dobrou. Dos atuais R$ 2,15 bilhões de débitos tributários, mais da metade (R$ 1,13 bilhão) foi inscrita na dívida ativa da União entre os anos de 2019 e 2022. Os dados da Receita Federal consideram as dívidas previdenciárias e outras contribuições, como impostos sobre qualquer importação, IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em caso de compra de veículos e todas as taxas, exceto aquelas sobre patrimônio e renda, acumuladas a partir de 1983. As informações foram obtidas pela Agência Pública por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
O maior devedor é o Instituto Geral de Assistência Social Evangélica (Igase), que acumula débito de R$ 555 milhões. Entre as maiores devedoras também estão grandes congregações lideradas por aliados próximos de Bolsonaro, como a Igreja Evangélica Mundial do Poder de Deus e a Internacional da Graça de Deus, que pertence ao missionário R. R Soares (Romildo Ribeiro Soares). Elas acumulam dívidas de R$ 136,5 milhões e R$ 30,8 milhões, respectivamente. Ambas mantêm canais de televisão e empresas de mídia.
A Igreja Evangélica Mundial do Poder de Deus foi fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago. Durante a campanha, em outubro deste ano, Bolsonaro visitou o megatemplo da denominação, no bairro do Brás, em São Paulo, que tem capacidade para receber 150 mil pessoas e é considerado um dos cinco maiores templos do mundo, segundo site da instituição. Em maio passado, a justiça de São Paulo havia determinado a penhora de 25% do faturamento do dízimo da igreja para cobrir despesas de aluguéis atrasados desse templo, conhecido como Cidade Mundial dos Sonhos de Deus. Em outubro, outra decisão da Justiça paulista determinou a penhora dos dízimos e dos bens localizados na sede da igreja para quitação de uma dívida de R$ 109 mil, também em aluguéis atrasados.
De acordo com levantamento do portal Uol , a Igreja Mundial do Poder de Deus foi condenada pelo menos 15 vezes pela Justiça de São Paulo, entre maio e junho deste ano, por dívidas com proprietários de imóveis. O próprio apóstolo Valdemiro Santiago também foi réu em um processo por falta de pagamento de aluguel de um templo e teve seu sigilo bancário quebrado para investigar se valores pagos em dízimo pelos fiéis foram ocultados de sua conta.
Em abril, o apóstolo Valdemiro sugeriu que os fiéis contribuíssem com uma doação voluntária, de pelo menos R$ 100, para ajudar a quitar pendências com funcionários. Apenas no caso da TV Mundial, emissora que pertence à igreja, os funcionários chegaram a fazer paralisações em 2021, alegando atrasos recorrentes no pagamento de salários.
A Convenção da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Paraná e Sudoeste de Santa Catarina (CIADESCP), que atua na implantação e apoio das igrejas da denominação na região, está entre as cinco maiores devedoras na lista da Receita Federal, com dívida de R$ 48,9 milhões. A própria sede nacional da Assembleia de Deus também aparece nos dados da Receita Federal com uma dívida de R$10,3 milhões.
Outras convenções da Assembleia de Deus – maior denominação evangélica do país – também estão entre as devedoras. Na lista da Receita, a convenção de São Paulo tem R$ 15,8 milhões em dívidas e o Ministério de Madureira, que pertence ao bispo Manoel Ferreira, presidente Vitalício da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil e político filiado ao Partido Social Cristão (PSC), R$ 15,5 milhões.
Um levantamento anterior realizado pela Pública, também por meio da Lei de Acesso à Informação, apurou que, no ano de 2018, a arrecadação total vinda de entidades religiosas registradas na Receita foi de R$ 701 milhões. O valor representava um crescimento de 15,9% se comparado ao registro do ano anterior, de R$ 605 milhões.
Leia reportagem completa no link da Agência Pública: https://apublica.org/2022/11/divida-de-igrejas-com-a-uniao-dobrou-durante-governo-bolsonaro/
(*) Por Bruno Fonseca, Matheus Santino, Mariama Correia, Nathallia Fonseca
Foto da capa: Apóstolo Valdemiro Santiago, da igreja Mundial do Poder de Deus, e Jair Bolsonaro durante encontro em 2019 – Reprodução
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