A apresentação pública da Carta Encíclica Magnifica Humanitas, primeiro documento integralmente escrito sob o papado de Leão XIV, ocorreu na segunda-feira, 25 de maio de 2026, no lotado Salão Sinodal do Vaticano [2].
A cerimônia foi conduzida pelo cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin e teve como oradores os cardeais Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e Michael Czerny, S.J., prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, a professora doutora Anna Rowlands, teóloga e professora da Durham University, no Reino Unido; Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA) e responsável pela pesquisa sobre a interpretabilidade da inteligência artificial; a professora doutora Léocadie Lushombo, docente de teologia política e pensamento social católico na Jesuit School of Theology de Santa Clara, Califórnia [3].
A expressão que dá título à encíclica “Magnifica humanitas” lançada pelo Papa Leão XIV, tem tradução livre do original em latim para o português como “magnífica humanidade”. Em sua etimologia, magnífica é o feminino do adjetivo magnífico ou o nome do cântico religioso Magnificat. A Carta Encíclica contempla ambos os significados, na medida em que explicitamente indica a capacidade da humanidade ser magnífica e encerra seu texto com o cântico do Magnificat [4].
A raiz da palavra magnífica remete literalmente à “ação de criar coisas grandiosas”. Em seu significado, reporta ao que é muito bom e/ou muito bonito; belíssimo; excelente; ótimo; segundo o Dicionário Caldas Aulete [5].
Uma humanidade magnífica, que permite criar o belo, o muito bonito. E que necessita de diretrizes para continuar a seguir junto, no caminho da retidão. O documento papal aborda a dignidade humana, a ética e os desafios e impactos da Inteligência Artificial [4].
A Carta Encíclica Magnifica Humanitas do Santo Padre Leão XIV sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial – palavras que orientam a leitura de todo o documento – busca responder aos desafios do nosso tempo no contexto dos ensinamentos da Doutrina Social da Igreja [4]. A Carta foi assinada no dia 15 de maio de 2026, em celebração aos 135 anos da Carta Encíclica Rerum novarum, que inaugurou a Doutrina Social da Igreja [6].
![Foto do Papa Leão XIV durante a assinatura da Carta Encíclica Magnifica Humanitas, no dia 15 de maio de 2026, em celebração aos 135 anos da Carta Encíclica Rerum novarum [7].](https://brasilpopular.com/wp-content/uploads/2026/06/jpeg1-19.webp)
De maneira similar à Carta Encíclica Rerum novarum, encíclica publicada por Leão XIII em 1891 [6], que trouxe respostas fundadas na realidade e nos desafios impostos por seu tempo, Carta Encíclica Magnifica Humanitas se propõe a discernir os principais elementos desafiadores deste nosso tempo, em continuidade aos esforços do Papa Francisco e trazendo a primeira abordagem pontifícia do Papa Leão XIV.
Ainda em 2025, durante a audiência do Papa Leão XIV com os participantes do V Encontro Mundial dos Movimentos Populares, ocorrida na tarde de 23/10/2025, o Papa Leão XIV reconheceu que a sociedade é dominada por sistemas injustos. Sob o tema “Vamos organizar a aliança global”, o evento reafirmou a luta histórica por Terra, Teto e Trabalho, além de focar no combate à exclusão social e na busca por justiça climática e econômica [8].
Na ocasião, o Papa explicou que escolheu o nome “Leão XIV” inspirado na Carta Encíclica Rerum novarum, “Das coisas novas”, sobre o Capital e o Trabalho, escrita por Leão XIII. O Papa Leão XIV afirmou que há, de fato, “coisas novas” no mundo – como a inteligência artificial ou a robótica -, mas que deseja olhar para as “coisas novas” a partir da periferia, dos movimentos sociais [8].
Em seu discurso, Leão XIV indicou que a Carta Encíclica Rerum novarum não se concentrou sobre a tecnologia industrial nem sobre as novas fontes de energia, mas antes sobre a difícil situação dos trabalhadores: a atenção principal era a difícil situação dos pobres e oprimidos daquela época.
Leão XIV atribuiu a força evangélica da Carta Encíclica Rerum novarum na manifestação inequívoca de que as lutas diárias pela sobrevivência e pela justiça social em benefício dos mais pobres eram o cerne dos desafios do novo tempo para realização do Evangelho – e que passavam a ser de fundamental importância para a Igreja. Leão XIII denunciou a subjugação da maioria ao poder «de poucos; de tal modo que um pequeno número de homens muito ricos conseguiu impor às massas abundantes de trabalhadores pobres um jugo pouco melhor do que a própria escravidão» [9].
O Cardeal Parolin inaugurou o evento com um discurso que enfatiza as transformações rápidas de nossa época, profundas e repletas de responsabilidades. Segundo o Cardeal, a transição da inteligência artificial pode ser interpretada como uma virada histórica da humanidade que se expande reflexão mais ampla – a transição digital reflete muitas questões que atravessam a vida contemporânea a dignidade da pessoa, o trabalho, a liberdade, a qualidade dos laços sociais, a paz, a justiça e a responsabilidade com a casa comum. Nessa perspectiva, a encíclica Magnifica Humanitas se insere na tradição viva da Doutrina Social da Igreja: diante das novas tecnologias, a Igreja é chamada a se posicionar sobre as novidades de seu tempo [2; 3].
O discurso do Cardeal Víctor Manuel Fernández apresentou a Carta Encíclica Magnifica Humanitas como parte da Doutrina Social da Igreja destinada a pensar a condição humana no tempo da inteligência artificial, como uma reflexão espiritual, ética e antropológica sobre a dignidade humana no contexto da era da inteligência artificial. Ele destaca que, apesar da violência, da indiferença, da escravidão contemporânea e das guerras que ferem profundamente a humanidade, o Papa Leão XIV insiste em chamá-la de “magnífica” porque cada pessoa conserva uma dignidade infinita e uma capacidade sublime de amar [3; 10].
![Cardeal Víctor Manuel Fernández durante seu discurso no lançamento da Carta Encíclica Magnifica Humanitas [2].](https://brasilpopular.com/wp-content/uploads/2026/06/jpeg3-9.webp)
O Cardeal trouxe a contraposição da visão evangélica às promessas do transumanismo e do pós-humanismo, que imaginam superar os limites humanos por meio da tecnologia, afirmando que nenhum dispositivo pode preencher o vazio espiritual do coração humano. O limite, a dor e a vulnerabilidade não são apenas falhas a corrigir, mas lugares de maturação, compaixão, relação, sabedoria e abertura a Deus. A verdadeira superação do humano vem da Graça, da fé, da esperança e da caridade, que tornam a pessoa plenamente humana ao conduzi-la para além de si mesma em direção ao amor, à fraternidade e à amizade com Deus [10].
A professora doutora Anna Frances Rowlands é teóloga e acadêmica britânica, especializada em teologia política, doutrina social católica e teologia católica contemporânea. Desde 2017, é Professora Cátedra Santa Hilda de Pensamento e Prática Social Católica na Universidade de Durham e, desde 2023, está cedida ao Vaticano para o Sínodo sobre a Sinodalidade, trabalhando com o Secretariado Geral do Sínodo e o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral [11].
A intervenção da professora Rowlands se concentra na pergunta ética sobre que tipo de humanidade desejamos cultivar: uma humanidade dominada pela lógica do controle, da eficiência e da desigualdade, ou uma civilização do amor, capaz de colocar a pessoa, a verdade, a justiça, a paz, o diálogo e a unidade da família humana no centro do progresso tecnológico. Rowlands interpreta a Carta Encíclica Magnifica Humanitas como um chamado a proteger a dignidade humana no tempo da inteligência artificial, afirmando que a tecnologia nunca é neutra: carrega visões de mundo, estruturas de poder e tem consequências sociais concretas na exclusão de pessoas [12].
Rowlands destaca que a encíclica propõe um humanismo integral centrado em Cristo, no qual liberdade, inteligência, trabalho, família, educação, política e vida comunitária devem ser orientados pelo bem comum, pela justiça, pela solidariedade e pela escuta dos mais vulneráveis. Rowlands alerta para a concentração do poder tecnológico em poucos atores privados e se posiciona contra ideologias transumanistas que prometem “salvação” pela automação e contra culturas que reduzem a pessoa a dados, produtividade ou utilidade.
Doutora Rowlands reconhece que as tecnologias podem servir à liberdade e aliviar sofrimentos quando permanecem subordinadas a finalidades humanas claras. como podemos formar comunidades que, em uma era de mudanças tecnológicas cada vez mais aceleradas, coloquem a humanidade em primeiro lugar, cultivando o crescimento espiritual e ético, a justiça e a unidade da família humana, e celebrando o fato de que o autor, arquiteto e único salvador da humanidade é o Deus Trinitário em quem depositamos nossa esperança.
![Professora doutora Anna Frances Rowlands ao lado de Christopher Olah, no lançamento da Carta Encíclica Magnifica Humanitas [2].](https://brasilpopular.com/wp-content/uploads/2026/06/jpeg9-5.webp)
Christopher Olah, cofundador da Anthropic PBC, empresa estadunidense de inteligência artificial com sede em São Francisco que desenvolveu uma família de grandes modelos de linguagem chamada Claude, também apresentou suas considerações sobre uma reflexão ética e autocrítica sobre a inteligência artificial (IA) a partir do lançamento da encíclica Magnifica Humanitas, reconhecendo que mesmo os laboratórios de IA mais bem-intencionados operam sob pressões comerciais, geopolíticas, competitivas e pessoais que podem entrar em conflito com o bem comum [13; 14].
Defendeu a importância de vozes externas – como a Igreja, comunidades religiosas, sociedade civil, governos, filósofos e pesquisadores – capazes de acompanhar, criticar e orientar o desenvolvimento da IA com independência moral. Olah explica que os modelos de IA não são construídos como máquinas totalmente compreendidas, mas “crescem” a partir de enormes heranças da linguagem e do pensamento humano, tornando-se sistemas sutis, complexos e ainda parcialmente misteriosos até para seus criadores.
O discurso destaca três grandes campos de discernimento: a responsabilidade com os pobres e trabalhadores que podem ser afetados pela automação em larga escala; a necessidade de imaginar, com ambição moral, como famílias, crianças, comunidades e sociedades poderão florescer em um mundo mediado por IA; e a urgência de compreender melhor a própria natureza interna desses modelos, que apresentam estruturas surpreendentes e ainda difíceis de interpretar. Em síntese, afirma que o futuro da IA não pode ser decidido apenas por laboratórios tecnológicos, pois envolve perguntas profundas sobre dignidade, trabalho, justiça, consciência, sentido humano e destino comum da humanidade.
A intervenção seguinte foi realizada pela Professora Léocadie Lushombo, professora associada de ética teológica na Escola Jesuíta de Teologia da Universidade de Santa Clara. Nascida na República Democrática do Congo, sua pesquisa se concentra em teologia política e ética teológica cristã, especialmente em contextos globais [15].
![Professora Doutora Léocadie Lushombo, em seu discurso no lançamento da Carta Encíclica Magnifica Humanitas [16].](https://brasilpopular.com/wp-content/uploads/2026/06/jpeg3-10.webp)
Doutora Lushombo apresentou uma leitura ética, teológica e social da encíclica, destacando que a inteligência artificial deve ser avaliada não apenas por sua eficiência técnica, mas por seus efeitos sobre a dignidade humana, a liberdade interior, a verdade, a educação, os trabalhadores vulneráveis e os povos do Sul Global.
Em sua intervenção, a professora Lushombo trouxe citação atribuída a São Oscar Romero, arcebispo de San Salvador [17], que reflete o núcleo da Teologia da Libertação latino-americana e condensa a essência de seu ministério profético: “São os pobres que nos dizem o que é o mundo e o que a igreja e o serviço devem ser”. No pensamento da professora, os pobres aprofundam nossa consciência e também neles é possível perceber a magnífica humanidade [16].
A Doutora Lushombo entende a Carta Encíclica Magnifica Humanitas como um chamado urgente ao discernimento ético, espiritual e social sobre os impactos da inteligência artificial na dignidade humana, especialmente a partir da perspectiva dos pobres, dos trabalhadores vulneráveis e dos povos do Sul Global. A filósofa manifestou quatro grandes preocupações: a necessidade de preservar a capacidade humana de buscar a verdade sem delegar às máquinas a responsabilidade do julgamento; a defesa da liberdade interior diante de plataformas digitais que capturam atenção, exploram vulnerabilidades e enfraquecem o sentido de propósito; a compreensão de que o conhecimento é profundamente relacional, comunitário e enraizado em vínculos de confiança, culturas, famílias, diálogo, sofrimento e esperança; e a proteção dos trabalhadores afetados pelas cadeias materiais invisíveis da IA, como mineração, exploração laboral, desigualdade econômica e degradação ambiental [18].
Lushombo refletiu sob o referencial anticolonial do Sul Global, na medida em alerta que a IA pode assumir formas contemporâneas de colonialismo ao apropriar-se de dados, recursos naturais, culturas e vidas humanas, ampliando a vulnerabilidade de países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, valoriza tradições comunitárias como o Ubuntu e outras visões asiáticas e indígenas de interdependência, afirmando que a tecnologia não deve destruir culturas de encontro, reciprocidade e aprendizagem coletiva. Defendeu que a IA só pode ser considerada verdadeiro progresso se estiver subordinada ao florescimento humano integral, à justiça social, à dignidade dos trabalhadores, à proteção dos pobres e à construção de uma humanidade que não abandone sua capacidade de amar, discernir, dialogar e cuidar [18].
A reflexão sobre o Magnificat de Maria conclui a Carta Encíclica, como a memória de um cântico da esperança:
“A Virgem Maria não só ensina a ver a obra invisível de Deus, como orienta o nosso olhar «nas fraturas que marcam a humanidade, onde ocorre a distorção do mundo no contraste entre humildes e poderosos, entre pobres e ricos, entre saciados e famintos», educando-nos «a adotar uma perspectiva diferente, a fim de observar o mundo a partir de baixo, com os olhos de quem sofre, e não com a ótica dos grandes; considerar a história sob o prisma dos pequenos, e não com o dos poderosos; interpretar os acontecimentos da história a partir do ponto de vista da viúva, do órfão, do estrangeiro, da criança ferida, do exilado, do fugitivo».” MH 244
A Carta Encíclica Magnifica Humanitas conclama que nos tornemos “tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos, de modo que a presença de Jesus cresça entre nós e o seu Reino tome forma. Na humilde fidelidade de cada dia, também a era da IA pode tornar-se uma etapa em que o Espírito faz amadurecer a civilização do amor na nossa vida: o Senhor continua a renovar todas as coisas e mantém aberta, em cada época, a possibilidade de se tornar história de salvação à luz da Encarnação.” MH 245
No lançamento da Carta Encíclica Magnifica Humanitas foi também disponibilizado subsídio pastoral com recursos destinados a facilitar a compreensão e o aprofundamento da Encíclica. Integram os materiais o subsídio simplificado da Magnifica Humanitas, que propõe para cada capítulo: uma breve síntese, algumas citações do Documento, perguntas para reflexão pessoal e comunitária, sugestões para uma abordagem prática e experiencial, textos bíblicos de referência, alguns pontos para avaliação e uma oração conclusiva. Foi disponibilizada também uma proposta de atividade para jovens e outra para crianças [19].
[1] Por Ana Paula Daltoé Inglêz Barbalho, advogada e doutoranda em Direitos Humanos e Cidadania pela Universidade de Brasília, Ouvidora do Ministério das Mulheres e presidente da Comissão Justiça e Paz
Bibliografia
[2] Apresentação da Carta Encíclica “Magnifica humanitas”, 25 de maio de 2026 – Papa Leão XIV https://www.youtube.com/watch?v=eH2slkFziSg
[3] “A Inteligência Artificial precisa ser desarmada”. Papa Leão apresenta Magnifica Humanitas, com a presença do Santo Padre, foi lançada na Sala do Sínodo, no Vaticano, a sua primeira Encíclica, sobre o cuidado da pessoa humana na Era da Inteligência Artificial. https://www.humandevelopment.va/pt/news/2026/intelligenza-artificiale-disarmata-papa-leone-magnifica-humanitas.html
[4] Cf. Leão XIV, Carta enc. “Magnifica humanitas” (15 de maio de 2026) https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/encyclicals/documents/20260515-magnifica-humanitas.html
[5] Dicionário Caldas Aulete digital, www.aulete.com.br/magnífico
[6] Cf. Leão XIII, Carta enc. Rerum novarum (15 de maio de 1891), 15: ASS 23 (1890-1891), 653. https://www.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051891_rerum-novarum.html
[7] Carta Encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV, 25 de maio de 2026, https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2026/5/25/enciclica-magnifica-humanitas.html.
[8] 5º Encontro Mundial dos Movimentos Populares reúne lideranças dos cinco continentes em Roma – https://cepastcnbb.org.br/cepast/5o-encontro-mundial-dos-movimentos-populares-reune-liderancas-dos-cinco-continentes-em-roma/
[9] Discurso do Papa Leão XIV aos participantes no Encontro Mundial dos Movimentos Populares na Sala Paulo VI, quinta-feira, 23 de outubro de 2025 https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/speeches/2025/october/documents/20251023-movimenti-popolari.html
[10] Discorso di Sua Eminenza Card. Víctor Manuel Fernández, 25 maggio 2026, https://www.humandevelopment.va/content/dam/sviluppoumano/news/2026-news/05-maggio/magnifica-humanitas/interventi/20260525-Card-Fernandez-IT.pdf
[11] Anna Rowlands, https://en.wikipedia.org/wiki/Anna_Rowlands
[12] Discorso di Anna Rowlands, 25 maggio 2026, https://www.humandevelopment.va/content/dam/sviluppoumano/news/2026-news/05-maggio/magnifica-humanitas/interventi/20260525-Anna-Rowlands-Launch-ITA.pdf
[13] Anthropic, https://pt.wikipedia.org/wiki/Anthropic
[14] Discourse by Christopher Olah, May 25th, 2026 https://www.humandevelopment.va/content/dam/sviluppoumano/news/2026-news/05-maggio/magnifica-humanitas/interventi/20260525-Chris-Olah-Anthropic-ENG.pdf
[15] Léocadie Lushombo, i.t., Ph.D., Associate Professor of Theological Ethics, https://www.scu.edu/jst/about/faculty/all-jst-faculty-profile-cards/lushombo-it-phd.html
[16] Leocadie Lushombo Full Speech at Magnifica Humanitas Vatican Launch | EWTN News, https://www.youtube.com/watch?v=SuYC133u3g4
[17] Óscar Romero, https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93scar_Romero
[18] Commentary, by Leo Lushombo, Professor at the Jesuit School of Theology/Santa Clara University – https://www.humandevelopment.va/content/dam/sviluppoumano/news/2026-news/05-maggio/magnifica-humanitas/interventi/20260525-Leo-Lushombo-ENG.pdf
[19] Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humanos Integral – Recursos – Kit Pastoral https://www.humandevelopment.va/pt/magnifica-humanitas/risorse/kit-pastorale.html
