Quando eu soube, no segundo semestre de 1987, numa reunião dos dirigentes do PMDB local, que Euclides Neto viria a Santa Maria para participar de uma audiência pública, que ocorreria no Centro Educacional Santamariense, sugeri aos companheiros [táticos muitos, poucos estratégicos, a história mostrou no médio prazo] que, imediatamente antes do Secretário da Reforma Agrária do governo Waldir Pires agarrar o microfone, alguém lesse pra plateia o texto contendo dados biográficos do palestrante daquela noite.
Como fui o autor da ideia, sobrou pra mim a missão.
Me encarregaram de não só produzir como também ler o texto praquelas dezenas de comparecentes, grande maioria compesin@s.
Garimpei, colhi os tais dados.
Quando terminei a leitura, Dotô Ocride exclamou:
— Porra! Esse aí sabe mais de mim do que eu mesmo!!!
Biblioteca Campesina, 13mar26







(*) Joaquim Lisboa Neto, colunista do Jornal Brasil Popular, coordenador na Biblioteca Campesina, em Santa Maria da Vitória, Bahia; ativista político de esquerda, militante em prol da soberania nacional.
