Julgamento dos acusados de serem os mentores do crime está prestes a começar no STF
Em declaração conjunta emitida nesta segunda-feira, 16 especialistas independentes, relatores especiais e grupos de trabalho das Nações Unidas pediram justiça e reparação para todas as vítimas do persistente racismo, da discriminação e da violência no Brasil.
O julgamento dos acusados de serem os mentores dos assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSoL-RJ), e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, está prestes a começar no Supremo Tribunal Federal.
Especialistas da ONU pediram hoje justiça e reparação para todas as vítimas do persistente racismo sistêmico, da discriminação estrutural e da violência no Brasil, uma vez que o julgamento dos supostos mentores dos assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, está prestes a começar no Supremo Tribunal Federal.
“Ao chegarmos a esta etapa tão esperada do processo judicial é vital que a equidade e a transparência sejam mantidas e que a justiça plena prevaleça”, afirmaram os especialistas em declaração conjunta emitida nesta segunda-feira, em Genebra.
“O julgamento representa não apenas o capítulo final da luta por justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes mas, também, um marco importante no combate à impunidade estrutural do racismo, da discriminação interseccional e da violência contra defensores dos Direitos Humanos, mulheres, pessoas afrodescendentes e LGBTIQ+ no Brasil.”
Apesar da natureza chocante dos assassinatos, o caminho para a Justiça tem sido longo e árduo para as famílias das vítimas. A liderança das investigações sobre os assassinatos mudou várias vezes e informações vazaram para a imprensa.
“O fato de ter levado oito anos para chegar a esta fase final do processo judicial é, por si só, chocante”, afirmaram os especialistas.
Em 2024, os especialistas saudaram as condenações de alguns dos autores dos assassinatos, mas salientaram, na altura, que essas condenações não marcavam o fim da luta pela justiça para Marielle e Anderson.
“Para garantir justiça plena, responsabilização e não repetição da violência, os envolvidos no planejamento e encobrimento dos assassinatos devem ser responsabilizados”, afirmaram.
