“Jesus abateu o muro de divisão entre os homens e restabeleceu a paz, começando a tecer a rede de uma nova fraternidade.”[ https://www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2018/documents/papa-francesco_regina-coeli_20180402.html]
“Todos, todos, todos! A igreja é para todos, a igreja deve receber todos, a igreja deve falar e dialogar com todos!”
Síntese do Pontificado de Franscico https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-04/todos-todos-todos-documentario-papa-francisco-aniversario-morte.html

Imagem símbolo da divulgação da mensagem do Papa Francisco por ocasião do 52º Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro de 2019: “A boa política está a serviço da paz”. https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-11/papa-francisco-paz-bregantini.html; https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/peace/documents/papa-francesco_20181208_messaggio-52giornatamondiale-pace2019.html
Escrever sobre a Páscoa de uma pessoa querida é um desafio. Em 21 de abril de 2025, recebemos a notícia da Páscoa do Papa Francisco, ocorrida naquela madrugada. Era a “Segunda-feira do Anjo”, tradicionalmente celebrada no dia seguinte ao domingo de Páscoa.
Em 2018, no dia 2 de abril, Segunda-feira do Anjo, o Papa Francisco na oração Regina Caeli, que significa “Rainha do Céu” em latim, em referência a uma antiga antífona mariana e oração católica cantada ou rezada durante o Tempo Pascal, da Ressurreição até Pentecostes, no lugar do Angelus, celebrando com alegria a ressurreição de Jesus Cristo e a exultação de Maria, tradicionalmente entoada às 6h00, 12h00 e 18h00, explicou o significado da Segunda-feira do Anjo, para a Praça São Pedro, repleta de fiéis:
“A segunda-feira depois da Páscoa é chamada “segunda-feira do Anjo”, em conformidade com uma tradição muito bonita que corresponde às fontes bíblicas sobre a Ressurreição. Com efeito, os Evangelhos (cf. Mt 28, 1-10, Mc 16, 1-7; Lc 24, 1-12) narram que, quando as mulheres foram ao Sepulcro, encontraram-no aberto. Elas temiam não poder entrar, porque o Túmulo tinha sido fechado com uma grande pedra. Ao contrário, estava aberto; e do interior, uma voz diz-lhes que Jesus não está ali, mas ressuscitou.”
https://www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2018/documents/papa-francesco_regina-coeli_20180402.html e https://www.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2018/4/2/reginacoeli.html
Na Segunda-feira do Anjo de 2025 faleceu Francisco, aos 88 anos, na Casa Santa Marta, Vaticano, após 12 anos de pontificado do primeiro papa do sul global, argentino e jesuíta.
O legado do Papa Francisco para Igreja Católica é fundado na mensagem do profundo amor do Evangelho, na pregação pela paz e na oração com ações práticas, aplicadas nas pequenas e nas grandes decisões. Esse amálgama oração-pensamento-ação se traduziu na abertura ao diálogo para a sinodalidade e para importantes reformas da Cúria Romana.
Papa Francisco foi escolhido após a renúncia do Papa Bento XVI, em 28 de fevereiro de 2013, justificando-se em sua Declaração de Renúncia que as suas forças, devido à idade avançada, já não lhe permitiam exercer adequadamente o Pontificado. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%BAncia_do_papa_Bento_XVI
Com a eleição de Francisco, iniciou-se um enfrentamento ao conservadorismo do clero e as estruturas da Igreja Católica foram reorganizadas, especialmente no conjunto de órgãos administrativos, no processo conhecido como a reforma da Cúria Romana, consolidada pela nova constituição da Cúria, Predicate Evangelium, promulgada em 19 de março de 2022 https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_constitutions/documents/20220319-costituzione-ap-praedicate-evangelium.html.
Francisco enfrentou com coragem e com transparência as questões dos escândalos de corrupção, de desvios de recursos e dos abusos sexuais, promovendo auditorias externas, afastamentos e solicitando mesmo a renúncia de cardeais envolvidos. Durante sua passagem pelo papado católico, Francisco incentivou o debate sobre temas sensíveis, como o celibato, o diaconato para mulheres e a inclusão de divorciados e pessoas LGBTQIA+. https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54294310; https://www.tvbv.com.br/um-ano-da-morte-de-francisco-relembre-o-legado-do-papa-argentino/
A partir do estudo e da adoção do Concílio Vaticano II, cujo 60 aniversário de encerramento ocorreu em dezembro passado, Papa Francisco abriu as portas da Igreja Católica ao diálogo e à renovação.
Ainda em 2014, por ocasião da canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II, ocorrida II Domingo de Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 27 de abril de 2014, em sua homilia, Francisco relembrou o Concílio Vaticano II:
“Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47), que ouvimos na segunda Leitura. É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.
E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, São João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado, guiado pelo Espírito. Este foi o seu grande serviço à Igreja; por isso gosto de pensar nele como o Papa da docilidade ao Espírito Santo.”
As mudanças na Igreja ampliaram a descentralização das decisões e tornaram a estrutura da Igreja mais funcional, consolidando o papel das conferências episcopais, organismos permanentes da Igreja Católica que reúnem bispos de uma nação ou território para exercer conjuntamente funções pastorais, promover o bem comum e facilitar o trabalho na Igreja, e no Brasil é a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, e abrindo espaço para leigos e para mulheres em cargos de liderança.
Francisco promoveu a participação de mulheres, de forma inédita, em dicastérios, e passaram ter direito a voto em sínodos e nomeações para postos de liderança no Vaticano. https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2025-05/papa-francisco-morte-21-abril-nomeacoes-femininas-osservatore-25.html
Neste 21 de abril de 2026, cerimônias marcaram o primeiro aniversário da morte do Papa Francisco. As celebrações na Basílica de Santa Maria Maior, onde o Papa Francisco está sepultado, foram compostas de reza do terço e de missa solene retransmitida pelo Vaticano pelo Youtube https://www.youtube.com/live/Eis68dPfNSc
Houve a leitura de mensagem especial do Papa Leão XIV, relembrando o caráter missionário e profético de Francisco:
“ainda ouvimos ressoar suas exortações, expressas com palavras eloquentes, para tornar mais compreensível a boa nova: misericórdia, paz, fraternidade, cheiro das ovelhas, hospital de campanha e tantas outras. Cada uma dessas expressões nos remete ao Evangelho que Ele viveu com uma linguagem nova que anuncia o mesmo Evangelho de sempre”. https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-04/papa-leao-xiv-mensagem-primeiro-aniversario-morte-papa-francisco.html
O Papa Leão XIV destacou a proximidade de Francisco dos mais pobres, dos doentes, das crianças e dos idosos e disse que o papa argentino deixou um exemplo de generosidade e de misericórdia. https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-04/papa-leao-xiv-mensagem-primeiro-aniversario-morte-papa-francisco.html
“Ele foi sucessor de Pedro e pastor da Igreja universal numa época que marcou e ainda está marcando uma mudança de era, essa mudança da qual Ele estava plenamente consciente, oferecendo a todos nós um testemunho corajoso, que representa um patrimônio significativo para a Igreja.
Seu magistério foi vivido como discípulo-missionário, como ele gostava de dizer. Permaneceu discípulo do Senhor, fiel ao seu Batismo e à consagração no ministério episcopal, até o fim. Foi também missionário, anunciando o Evangelho da misericórdia ‘a todos, a todos, a todos’, como costumava dizer várias vezes. Os benefícios suscitados por seu testemunho de Pastor solícito contagiaram o coração de tantas pessoas, até aos confins da terra, graças também às peregrinações apostólicas e especialmente àquela última ‘viagem’ que foi sua doença e sua morte.
Em sintonia com seus antecessores, ele assumiu a herança do Concílio Vaticano II e incentivou a Igreja a estar aberta à missão, a ser guardiã da esperança do mundo e a se dedicar com paixão ao anúncio daquele Evangelho capaz de dar plenitude e felicidade a toda vida.
Ainda ouvimos ressoar suas exortações, expressas com palavras eloquentes, para tornar mais compreensível a boa nova: misericórdia, paz, fraternidade, cheiro das ovelhas, hospital de campanha e tantas outras. Cada uma dessas expressões nos remete ao Evangelho que Ele viveu com uma linguagem nova que anuncia o mesmo Evangelho de sempre.” [https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-04/papa-leao-xiv-mensagem-primeiro-aniversario-morte-papa-francisco.html]
Foi lançado documentário, produzido pela Vatican News, Rádio Vaticano e L’Osservatore Romano, que recorda os momentos mais significativos do papado de Francisco em um vídeo de 27 minutos intitulado “Todos, Todos, Todos”, disponível em espanhol no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=eGVL2Lh3qSw&t=421s.
O documentário relembra a proximidade do Papa Francisco com as periferias e seus incessantes apelos pela paz em um mundo dilacerado pela guerra mundial. https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-04/todos-todos-todos-documentario-papa-francisco-aniversario-morte.html
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em sua conta oficial do Instagram imagem do último encontro, afetuoso, com o Papa Francisco e os dizeres “Um ano de saudades do meu querido amigo Papa Francisco. Sua mensagem de paz e de esperança se faz cada dia mais atual, e seguirá ecoando no coração da humanidade.” https://www.instagram.com/p/DXZqRCaDicZ/

Na última aparição pública de Papa Francisco, o Pontífice surgiu na loggia central da Basílica de São Pedro, no Vaticano, para a bênção “Urbi et Orbi” (“À cidade e ao mundo”), que é pronunciada sempre nos dias de Páscoa e Natal e aborda as principais crises da atualidade.
A bênção “Urbi et Orbi” é a mesma que perpassou momentos marcantes de seu pontificado, em especial lembrança do dia 27 de março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, em o Papa Francisco rezou diante de uma Praça de São Pedro vazia. “Pregando pelo exemplo, indicava a necessidade distanciamento físico na grande praça, totalmente vazia, uma imagem singular e impressionante. O Papa caminhou sozinho, mancando, na chuva, no silêncio do isolamento sanitário, no momento da Statio Orbis de 27 de março de 2020, com o mundo fechado dentro de casa, a humanidade aflita. E meio a nossa angústia coletiva, Papa Francisco profetizou a esperança e a fraternidade:
“Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo tempo todos chamados a remar juntos”.
Simbolicamente, o acompanhava apenas um auxiliar e o crucifixo utilizado para abençoar a cidade de Roma cuja historicidade remonta à peste negra em 1522. A este crucifixo é atribuída a salvação daquela pandemia. Mais um elemento de simbologia no papado de Francisco [https://pt.wikipedia.org/wiki/Urbi_et_Orbi_em_2020; https://www.youtube.com/watch?v=tsdrpi8AkJs; https://braziljournal.com/memoria-o-papa-da-humildade-e-da-compaixao/#:~:text=No%20dia%2027%20de%20mar%C3%A7o,cidade%20de%20Roma%20em%201522.]
No dia 20 de abril de 2025, a última mensagem do Papa Francisco, durante a bênção “Urbi et Orbi”, se concentra na declaração “A paz é possível” https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/urbi/documents/20250420-urbi-et-orbi-pasqua.html
O texto, lido pelo Cardeal Diego Ravelli devido à fragilidade de saúde do pontífice, trouxe um alerta contundente sobre o estado atual do mundo, destacando a violência e os conflitos no mundo, denunciando a corrida armamentista e exortando líderes políticos a não cederem à “lógica do medo”, afirmando que “não é possível haver paz sem um verdadeiro desarmamento”. O Papa Francisco reportou os conflitos existentes no mundo, apelando para o restabelecimento da paz, em caráter profético de tudo o que sucede neste um ano de sua Páscoa.
“Gostaria que voltássemos a ter esperança de que a paz é possível! A partir do Santo Sepulcro, Igreja da Ressurreição, onde este ano a Páscoa é celebrada no mesmo dia por católicos e ortodoxos, se irradie sobre toda a Terra Santa e sobre o mundo inteiro a luz da paz. Sinto-me próximo dos cristãos que sofrem na Palestina e em Israel, bem como do povo israelita e palestiniano. É preocupante o crescente clima de antissemitismo que se está a espalhar por todo o mundo. E, ao mesmo tempo, o meu pensamento dirige-se ao povo, em particular, à comunidade cristã de Gaza, onde o terrível conflito continua a gerar morte e destruição e a provocar uma situação humanitária dramática e ignóbil. Apelo às partes beligerantes que cheguem a um cessar-fogo, que se libertem os reféns e se preste assistência à população faminta, desejosa de um futuro de paz!
Rezemos pelas comunidades cristãs do Líbano e da Síria – este último país a atravessar uma fase delicada da sua história –, que anseiam por estabilidade e participação no futuro das respetivas nações. Exorto toda a Igreja a acompanhar com atenção e oração os cristãos do amado Médio Oriente.
Dirijo também um pensamento especial ao povo do Iémen, que está a viver uma das piores crises humanitárias “prolongadas” do mundo devido à guerra, e convido todos a encontrar soluções através de um diálogo construtivo.
Que Cristo ressuscitado derrame o dom pascal da paz sobre a martirizada Ucrânia e encoraje as partes envolvidas a prosseguirem os seus esforços para alcançar uma paz justa e duradoura.
Neste dia de festa, recordemos o Sul do Cáucaso e rezemos pela rápida assinatura e aplicação de um definitivo Acordo de paz entre a Arménia e o Azerbaijão, que leve à tão desejada reconciliação na região.
Que a luz da Páscoa inspire propósitos de concórdia nos Balcãs Ocidentais e apoie os responsáveis políticos a trabalhar para evitar uma escalada de tensões e crises, bem como inspire os parceiros da região a rejeitar comportamentos perigosos e desestabilizadores.
Que Cristo ressuscitado, nossa esperança, conceda paz e conforto aos povos africanos vítimas de violência e conflitos, especialmente na República Democrática do Congo, no Sudão e no Sudão do Sul, e apoie todos quantos sofrem devido às tensões no Sahel, no Corno de África e na Região dos Grandes Lagos, tal como os cristãos que em muitos lugares não podem professar livremente a fé.
Não é possível haver paz onde não há liberdade religiosa ou onde não há liberdade de pensamento nem de expressão, nem respeito pela opinião dos outros.
Não é possível haver paz sem um verdadeiro desarmamento! A necessidade que cada povo sente de garantir a sua própria defesa não pode transformar-se numa corrida generalizada ao armamento. A luz da Páscoa incita-nos a derrubar as barreiras que criam divisões e que acarretam consequências políticas e económicas. Incita-nos a cuidar uns dos outros, a aumentar a solidariedade mútua, a trabalhar em prol do desenvolvimento integral de cada pessoa humana.
Neste momento, não falte a nossa ajuda ao povo do Myanmar que, atormentado por anos de conflito armado, enfrenta com coragem e paciência as consequências do devastador sismo em Sagaing, causador da morte de milhares de pessoas e de sofrimento para muitos sobreviventes, incluindo órfãos e idosos. Rezemos pelas vítimas e pelos seus entes queridos e agradeçamos de todo o coração a generosidade dos voluntários que levam a cabo as operações de socorro. O anúncio do cessar-fogo por parte de vários intervenientes no país é um sinal de esperança para todo o Myanmar.
Apelo a todos os que, no mundo, têm responsabilidades políticas para que não cedam à lógica do medo que fecha, mas usem os recursos disponíveis para ajudar os necessitados, combater a fome e promover iniciativas que favoreçam o desenvolvimento. Estas são as “armas” da paz: aquelas que constroem o futuro, em vez de espalhar morte!
Que o princípio da humanidade nunca deixe de ser o eixo do nosso agir quotidiano. Perante a crueldade dos conflitos que atingem civis indefesos, atacam escolas e hospitais e agentes humanitários, não podemos esquecer que não são atingidos alvos, mas pessoas com alma e dignidade.
E, neste ano jubilar, que a Páscoa seja também uma ocasião propícia para libertar os prisioneiros de guerra e os presos políticos!
Queridos irmãos e irmãs
Na Páscoa do Senhor, a morte e a vida enfrentaram-se num admirável combate, mas agora o Senhor vive para sempre (cf. Sequência Pascal) e infunde em cada um de nós a certeza de que somos igualmente chamados a participar na vida que não tem fim, na qual já não se ouvirá o fragor das armas nem os ecos da morte. Entreguemo-nos a Ele, o único que pode renovar todas as coisas (cf. Ap 21, 5)!” [https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/urbi/documents/20250420-urbi-et-orbi-pasqua.html]
Francisco permaneceu fiel e esperançoso até o fim, como discípulo missionário do Cristo Ressuscitado, pregando o amor e a paz. Que também nós possamos assumir o posicionamento ético-político profético e nos tornemos – segundo o próprio exemplo de Francisco – mensageiros da paz.
(*) Por Ana Paula Daltoé Inglêz Barbalho1,José Geraldo de Sousa Junior2
[1] Ouvidora do Ministério das Mulheres, advogada e doutoranda em Direitos Humanos e Cidadania pela Universidade de Brasília e presidente da Comissão Justiça e Paz de Brasília
[2] Professor Emérito da Universidade de Brasília (UnB), fundador e coordenador do grupo de pesquisa “O Direito Achado na Rua”. Foi reitor da UnB (2008/2012), membro da Comissão Justiça e Paz de Brasília.
