Por Thamy Frisselli
Três equipes da Escola Técnica do Guará foram premiadas pelas soluções apresentadas, durante o Hackathon em Tecnologia e Saúde do programa Impulsiona Saúde. O primeiro lugar ficou com Arthur Martins e Samil Vieira. Em segundo lugar, a equipe formada por Fátima Soares, Danilo Santos e Luiz Aguiar. Já o terceiro lugar foi conquistado por Sara Holanda, Sara Mota e Yasmim Costa, evidenciando também a presença de mulheres entre os destaques do hackathon.
Mais do que a premiação, o hackathon marca o início de uma nova etapa para os projetos selecionados, que agora seguem para o processo de incubação. Nessa fase, as ideias passam a receber acompanhamento técnico e estratégico, com foco em sua transformação em negócios inovadores de base tecnológica.
Com a realização do Hackathon em Tecnologia e Saúde do programa Impulsiona Saúde transformou a Escola Técnica do Guará em um verdadeiro laboratório de inovação com o programa.
Durante dois dias, os participantes mergulharam em um ambiente colaborativo, trabalhando em equipe para desenvolver ideias que dialogassem com as necessidades do sistema de saúde, desde a gestão hospitalar até o atendimento à população. A proposta foi aproximar teoria e prática, estimulando o uso da tecnologia como ferramenta de transformação social.
A iniciativa, promovida pelo Instituto MultipliCidades, em parceria com a Escola Técnica do Guará e com fomento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), reuniu estudantes, empreendedores e profissionais em uma maratona intensiva de criação de soluções para desafios reais da saúde no Distrito Federal.
Entre os destaques do encontro, esteve a forte presença e atuação das mulheres, tanto na orientação quanto na construção dos projetos. Professoras, mentoras, profissionais da saúde e estudantes ocuparam espaços de liderança e decisão, contribuindo diretamente para a qualidade e a diversidade das soluções apresentadas. Para muitos participantes, a experiência foi mais do que um desafio técnico. “A gente chega com uma ideia e sai com uma visão muito mais clara de como transformar isso em algo real. Foi intenso, mas também muito inspirador”, contou Arthur Martins, integrante da equipe vencedora do hackathon.
O processo contou com o acompanhamento de professores e mentores ao longo das etapas de ideação, validação e apresentação. Para a professora Fátima Soares, que também participou como competidora e conquistou o segundo lugar, o hackathon evidencia o potencial da educação técnica aliada à inovação. “Quando a gente conecta conhecimento com problemas reais, surgem soluções muito mais criativas e possíveis. É um aprendizado coletivo, onde todo mundo cresce junto”, destacou.
A diversidade de perfis também foi um diferencial. “Tinha gente da área da saúde, da tecnologia e da gestão. Essa mistura fez toda a diferença, porque cada um trouxe um olhar diferente para o mesmo problema”, avaliou Sara Holanda, integrante da equipe que ficou em terceiro lugar. A participação feminina nas equipes reforçou a importância de diferentes perspectivas na construção de soluções mais completas e conectadas com a realidade.
O Impulsiona Saúde segue, assim, fortalecendo o ecossistema de inovação do Distrito Federal ao conectar educação, tecnologia e as demandas reais da saúde pública e privada. Com fomento da SECTI, a iniciativa amplia seu alcance e consolida uma rede de colaboração entre ensino, mercado e pesquisa.
Nesse contexto, o Instituto MultipliCidades se consolida como um agente que conecta pessoas, ideias e oportunidades, promovendo a construção coletiva de soluções inovadoras. Mais do que executar projetos, a instituição atua lado a lado com diferentes atores para desenhar caminhos possíveis e impulsionar transformações reais. O hackathon deixou um recado claro: inovação se faz de forma colaborativa — e com a presença cada vez mais ativa das mulheres, que seguem ocupando e transformando os espaços de criação, tecnologia e decisão.
