Passados 58 anos do seu assassinato em 9 de outubro de 1967, Che Guevara continua presente na teoria e na prática dos que lutam pelo socialismo.
Seu exemplo, seu fervor revolucionário e sua firmeza no combate ao imperialismo norte-americano proporcionaram lições que perdurarão enquanto houver exploração do homem pelo homem.
Depois de, junto com Fidel Castro, Camilo Cienfuegos, Raúl Castro e outros, derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista [protegido dos EUA] em Cuba, ajudando a construir o socialismo na Ilha, se despediu da Pátria que o tinha adotado para contribuir na luta pela emancipação de outros povos.
Em 1965, Guevara segue para o Congo [África] para atacar as raízes do imperialismo ianque, combatendo o general Mobutu, instruindo e coordenando a resistência organizada por Kabila Mulele e Gizenga.
Parte, depois, para a Bolívia, onde iria ser assassinado pelas forças reacionárias comandadas pela Agência Central de Inteligência [CIA]. A 8 de outubro ocorre o combate na quebrada de Yuro. Che é feito prisioneiro.
Um dia depois os “rangers” o assassinaram no povoado de La Higuera.
Ernesto Guevara de la Serna, desapareceu só fisicamente. Milhões e milhões de lutadoras e lutadores das causas sociais se inspiram nos seus ideais para continuarem lutando contra a opressão em qualquer rincão do mundo.
Biblioteca Campesina, 8 outubro 2025.
(*) Joaquim Lisboa Neto, colunista do Jornal Brasil Popular, coordenador na Biblioteca Campesina, em Santa Maria da Vitória, Bahia; ativista político de esquerda, militante em prol da soberania nacional.
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