Candidato e presidente da Colômbia denunciam interferência estrangeira na eleição presidencial, o que pode se repetir no Brasil
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou interferência externa nas eleições presidenciais, com suspeita sobre 800 mil títulos de eleitores que não apareciam no censo oficial. O candidato governista Iván Cepeda denunciou irregularidades no processo eleitoral e pediu atenção à contagem oficial.
Em seu discurso após o 1º turno, realizado neste domingo, em que ficou na 2ª posição, atrás do ultradireitista Abelardo De la Espriella, Cepeda falou em intervenção externa aberta no processo eleitoral colombiano, citando o presidente do Equador, Daniel Noboa.
Os 800 mil a 885 mil votantes sob suspeita são suficientes para inverter as posições entre esquerda e direita: a diferença entre Espriella e Cepeda foi de cerca de 700 mil votos.
O que está acontecendo na Colômbia é um alerta para outubro no Brasil. O crescimento da direita nos países da América do Sul acompanha a pressão vinda dos EUA e intervenções mais ou menos ostensivas em vizinhos como Peru e Equador.
A decisão de declarar PCC e CV como organizações terroristas não pode ser desassociada destas interferências. Mas, em um país em que redes sociais desempenham forte influência na formação de opiniões, como o Brasil, o principal cuidado deve vir daí.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou, nesta segunda-feira, apoio às alegações de irregularidades no 1º turno das eleições presidenciais da Colômbia e pediu uma investigação completa sobre as denúncias de possível fraude eleitoral.
Muito além de 52
Costuma-se contabilizar o rombo do banco Master em R$ 52 bilhões, mas esta é apenas a conta espetada no Fundo Garantidor de Crédito. Muitos investidores não têm a cobertura do FGC, ou por estarem acima do limite por CPJ e CNPJ ou por terem investido em produtos que não são cobertos. Só no BRB, o banco de Brasília, vão ser injetados, de início, R$ 6,6 bilhões devido aos negócios – ou será negociata? – com o Master.
A conta final depende da contabilidade de ativos e passivos, mas, a menos que parte do dinheiro seja devolvida, deve passar – e muito – dos R$ 52 bilhões.
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Bolsa Banqueiro
Luciano Huck já foi devidamente criticado e corrigido por suas argumentações contra os beneficiários do Bolsa Família. Mas pouco se falou do evento em que o apresentador de TV – que, diferentemente da ampla maioria dos brasileiros, pertence a uma família de classe alta – fez suas declarações.
O 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá, em São Paulo reuniu “os principais líderes, gestores públicos e autoridades para abordar questões estruturais indispensáveis para o crescimento sustentável do País”.
A Esfera Brasil se define como “uma organização criada para fomentar o pensamento e o diálogo sobre o Brasil e um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva”. Este último deveria significar os trabalhadores, mas eles estavam pouco representados no Fórum Esfera: podia-se contabilizar entre os jornalistas que apresentavam os debates e o pessoal de apoio, como os que serviam cafezinho e água.
Do lado dos empresários, situação oposta. Entre os participantes, digníssimo representante do Bolsa Banqueiro.
Rápidas
São Paulo receberá, entre 8 e 10 de junho, a CELS Global Brazil 2026, realizada em conjunto com a VI Conferência Brasileira de Direito e Políticas Públicas (CBDPP), sobre produção científica e conhecimento. O evento acontecerá na Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco). A cerimônia de abertura terá participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin *** O Ministério da Cultura e a Fundação Biblioteca Nacional, com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, realizam nesta terça-feira, 14h, na FBN, o lançamento da Plataforma BiblioBR. O evento é aberto ao público e será transmitido no Youtube da FBN.
Matéria atualizada às 16h50 para incluir declaração da presidente do México
(*) Por Marcos de Oliveira

(*) Por Marcos de Oliveira, jornalista, formado pela ECO/UFRJ, é diretor de Redação do Monitor Mercantil e conselheiro da Câmara de Intercâmbio Cultural Brasil-China
