A manchete do dia é daquelas que se deve marcar, anotar, jamais esquecer.
“Inicia júri de pai que matou quatro filhos”.
Mais uma vez é o Rio Grande do Sul no pior quadro que se possa imaginar. Crime contra crianças. Matou porque queria fazer sua ex-mulher sofrer.
Este ato premeditado, de pura maldade, não só fez uma mulher/mãe sofrer, mas a deixou como uma “morta ambulante”, pois lhe roubaram o que era mais sagrado, a vida dos filhos. E isto ninguém pode trazer de volta em sua caminha, em sua existência.
A gente sabe que este mostrou será condenado.
A gente sabe, por outro lado, que outros crimes por ciúmes, por vinganças, por misoginia e machismo vão ocorrer.
Há pouco um matou o filho jogando-o de uma ponte pela razão de uma separação.
O SILÊNCIO PERTURBADOR
Há dois dias atrás publicamos uma matéria com o título:
“Feminicídios no Rio Grande do Sul: quando o silêncio é perturbador”.
Lembramos naquele momento da mudez das polícias, da queda do Chefe de Polícia, dos salamaleques para a mídia, a mídia só repetindo o óbvio, enquanto se continua matando no Rio Grande do Sul.
(*) Por Adeli Sell, professor, escritor e bacharel em Direito.
*As opiniões dos autores de artigos não refletem, necessariamente, o pensamento do Jornal Brasil Popular, sendo de total responsabilidade do próprio autor as informações, os juízos de valor e os conceitos descritos no texto.
