Presidente Gustavo Petro afirma que 885 mil eleitores foram cadastrados às vésperas da eleição na Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, alertou que possui provas de possível fraude na eleição presidencial realizada no último domingo. “Apresento as bases verificadas da possível fraude, que posso entregar à autoridade competente. Disse que não reconheci os dados preliminares da contagem de votos do software… é porque tenho os dados”, publicou Petro em sua conta nas redes sociais.
O presidente colombiano explicou passo a passo o que acredita ter sido a modificação do cadastro eleitoral, o número de seções eleitorais e o número de mesas de votação.
Petro lembrou que, em 2018, o Conselho de Estado considerou esse mesmo software vulnerável tanto interna quanto externamente.
“O cartório eleitoral se recusou sistematicamente a entregar o código-fonte, que era requisito básico para a transparência eleitoral”, afirmou.
Segundo informações fornecidas pelo presidente colombiano, o software utilizado foi modificado duas vezes na tarde de 26 de maio de 2026.
De acordo com a denúncia de Petro, o cadastro eleitoral oficial de 41.421.973 eleitores foi alterado no software cinco dias antes das eleições, totalizando 42.307.373.
“A diferença é de 885.409 novos documentos de identidade que não foram registrados dentro do prazo legal”, afirmou o presidente, acrescentando que supostamente “os locais de votação também foram alterados. De 13.742 locais oficiais para 14.438”.
Ele também denunciou ter provas de que um grande número de mesários foi substituído no próprio dia da eleição.
Segundo o último relatório preliminar do Registro Nacional, na eleição de domingo, Abelardo de la Espriella, candidato de direita do movimento Defensores da Pátria, recebeu a maioria dos votos, com 10.361.499. Iván Cepeda, candidato da situação, ficou em segundo lugar com 9.688.361 votos.
Com esses resultados, os dois candidatos se enfrentarão novamente em 21 de junho, no segundo turno, quando os colombianos decidirão quem sucederá o presidente Petro e governará o país pelos próximos quatro anos.
