Projeto estava parado desde 2015
Nesta segunda-feira, o Conselho de Administração da Petrobras decidiu pela retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, sediada em Três Lagoas (MS).
A implantação da unidade já havia sido aprovada pelo conselho em outubro de 2024, dentro Plano de Negócios 2026-2030. Para a conclusão do projeto, é estimado investimento de cerca de US$ 1 bilhão.
A ideia é que as obras sejam retomadas ainda no primeiro semestre deste ano e que a unidade entre em operação comercial em 2029.
Paralisada desde 2015, a implantação da unidade voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes.
O projeto prevê a produção de aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.
A produção será destinada majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, principais produtores agropecuários do país.
A amônia é matéria-prima para os setores de fertilizantes e petroquímico. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano.
O agronegócio utiliza do produto nas plantações de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de aplicação como suplemento alimentar para ruminantes.
Entregas de fertilizantes cresceram 5,3% em janeiro
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,87 milhões de toneladas em janeiro de 2026. Volume representa alta de 5,3% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 3,67 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).
Líder nas entregas ao mercado, o Estado de Mato Grosso concentra o volume de 29,7% do total nacional, equivalente a 1,14 milhão de toneladas. Na sequência, aparecem Goiás (468 mil), Paraná (400 mil), São Paulo (357 mil) e Minas Gerais (320 mil).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou janeiro de 2026 em 497 mil toneladas. Houve queda de 23% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram produzidas 647 mil toneladas.
As importações de janeiro de 2026 registraram 3,16 milhões de toneladas. Verificou-se crescimento de 5,4% sobre igual período do ano anterior, quando foram importadas três milhões toneladas.
Segundo levantamento do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas, no Estado de São Paulo (Siacesp), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no porto de Paranaguá, principal ponto de entrada dos fertilizantes no Brasil, ingressaram 786 mil toneladas no período, crescimento de 9,5% frente a 2025 (718 mil toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos.
Com informações da Agência Brasil
