BNDES definiu que Cedae não deveria ser vendida, mas possibilidade de privatizar empresa faz Rio contratar consultoria privada.
O Governo do Rio de Janeiro publicou semana passada, no Diário Oficial, a contratação, pela Cedae, companhia estatal de água, do consórcio Hidro Rio. O serviço da consultoria privada, ao custo de R$ 18,7 milhões, é avaliar e estruturar a venda de ações da empresa. Ou, mais simples: privatizar a produção de água no estado.
Todas as modelagens anteriores sobre a Cedae – que resultaram na privatização da distribuição em lotes – foram feitas pelo BNDES. Só que agora o banco de investimento federal foi escanteado, porque a venda do tratamento – inclusive a joia da coroa, a estação do Guandu – conflita com a modelagem feita pelo BNDES, que definia a vantagem de manter a Cedae, estatal, na produção da água.
A estatal lucrou, em 2024, aproximadamente R$ 1 bilhão, valor que poderia dobrar segundo o deputado Jari Oliveira (PSB), presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Em 1º de agosto, o diretor da Cedae Humberto Mello declarou, na Comissão da Alerj, que não há estudo relacionado à venda de capital da companhia de água.
O controle das dancinhas
Trump pressiona a China a vender o TikTok nos EUA, abusando de uma posição que ele não admite, em muito menor grau, nos outros países: regulamentar as redes sociais.
O que os EUA querem é continuar controlando o discurso e os dados de todos os cidadãos conectados do planeta, sem abrir as informações para outras nações, especialmente dados dos estadunidenses.
Dependência em fertilizantes
Segundo a Argus, empresa especializada na produção de relatórios e análises de preços para o mercado de combustíveis e agricultura, a indústria brasileira de fertilizantes poderia dobrar seu consumo de gás natural, mas os altos preços do gás e gargalos de infraestrutura limitam a absorção da oferta doméstica e regional.
O Brasil consome cerca de 40 milhões de toneladas de fertilizantes por ano. Produtos à base de nitrogênio representam aproximadamente 30% desse volume. No entanto, 96% dos fertilizantes nitrogenados são importados. “Essa dependência de importações persiste, apesar das vastas reservas de gás natural do Brasil e do aumento da produção na bacia do pré-sal”, ressalta a Argus.

