A luta da categoria organizada pelo Sinpro garantiu nessa terça-feira, 29 de dezembro, mais uma vitória da greve de 2025: o Diário Oficial do Distrito Federal trouxe a publicação de 3 mil nomeações para profissionais do magistério público.
As nomeações constavam do acordo de encerramento de greve, e só foram possíveis porque, no mesmo acordo, também foi garantida a prorrogação da validade do concurso de 2022, além de assegurar que a educação ficasse fora do contingenciamento anunciado pelo governador Ibaneis Rocha no mesmo dia que o acordo de fim de greve foi homologado.
Embora essa seja uma vitória que merece comemoração, ela ainda está longe de sanar as carências da rede, que hoje apresenta um enorme déficit de cerca de professores e orientadores educacionais.
É fundamental que a rede pública de educação conte com profissionais qualificados para vagas temporárias como conta hoje. No entanto, o que se vê no Distrito Federal é a inversão dessa lógica: o governador Ibaneis Rocha faz das contratações temporárias uma política permanente para a educação pública. Essa opção aprofunda a precarização do trabalho docente, nega direitos a profissionais que poderiam estar nomeados em cargos efetivos e compromete a continuidade do trabalho pedagógico nas escolas. Por isso, é urgente reverter essa política, com a ampliação das nomeações e a realização de concursos públicos regulares.
O Sinpro continuará a luta pela nomeação de mais aprovados no concurso de 2022 e pela convocação de um novo certame, compromisso que também integra o acordo de fim de greve.
Os prazos para entrega da documentação necessária e assinatura do termo de posse ainda não foram publicados pelo GDF, e o Sinpro seguirá acompanhando.
